PUC-Rio será a primeira universidade da América Latina a sediar o Workshop Processamento Estatístico de Sinais, da IEEE, em 2020

A PUC-Rio foi anunciada como sede da próxima edição do IEEE Workshop on Statistical Signal Processing (SSP), que acontecerá em julho de 2020. O evento bienal reúne membros da Sociedade de Processamento de Sinais (SPS) da IEEE com pesquisadores de todo o mundo, em áreas como bioinformática, comunicações,machine learning e estatística. A proposta, apresentada pelos professores e especialistas em 5G Rodrigo de Lamare e Lukas Landau, do Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC) do CTC/PUC-Rio, venceu a da cidade norte-americana da Filadélfia, por 14 votos a quatro. Neste ano, o IEEE-SSP será na Alemanha e contará com palestras em plenário e sessões especiais para debater os artigos acadêmicos que forem aceitos.

Tecnologia brasileira vai diminuir interferência em redes 5G

Fernando Paiva


Fonte: http://www.mobiletime.com.br/06/04/2018/tecnologia-brasileira-vai-diminuir-interferencia-em-redes-5g/488502/news.aspx?__akacao=4787680&__akcnt=6c404b59&__akvkey=ebf1&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=MOBILE+TIME+News+-+06%2F04%2F2018+21%3A54

Uma pesquisa coordenada pelo Cetuc, da PUC-Rio, com financiamento de R$ 2 milhões do CGI.br e com apoio da Qualcomm e do Inmetro, promete melhorar a qualidade das chamadas telefônicas através de uma nova abordagem para atenuar a interferência do sinal. A solução poderá ser usada nas futuras redes de quinta geração (5G) e também em novas redes de Internet das Coisas.

Quando um usuário de telefonia celular está na borda de uma célula de cobertura, a qualidade da chamada costuma piorar por causa da interferência do sinal. Em geral, cada estação rádio-base (ER tem mecanismos próprios para mitigar essa interferência. Mas há uma forma mais inteligente de lidar com problema: trata-se da chamada cloud RAN, que consiste no gerenciamento da rede de acesso através da nuvem. As ERBs enviam suas informações para um data center na nuvem onde algoritmos analisam os dados em conjunto e devolvem comandos para uma melhor parametrização da rede, atenuando de forma mais eficiente a interferência observada na borda das células. Ou seja, em vez de cada ERB tratar da mitigação individualmente, o problema passa a ser abordado de forma coletiva, com o processamento na nuvem.

"A ideia é mover isso para a nuvem, para um centro de dados com grande capacidade de processamento que consiga mitigar a interferência de maneira mais eficaz", explica Rodrigo de Lamare, coordenador do laboratório de 5G do Cetuc, da PUC-Rio, e coordenador do projeto. Ele explica que o conceito de cloud RAN já é implementado na China e nos EUA, mas o que se pesquisa no Brasil é um aperfeiçoamento da mitigação da interferência com técnicas mais sofisticadas, incluindo alta compressão de dados, para baixo consumo de banda e de energia nesse processo. Artigos sobre o assunto assinados por pesquisadores do Cetuc vêm sendo publicados em revistas especializadas no exterior e ganhando repercussão internacional, com diversas menções em outros trabalhos, afirma De Lamare.

O projeto contará com a participação de aproximadamente 20 pesquisadores e tem previsão de duração de cinco anos. Uma pequena rede com cerca de 10 ERBs será montada dentro do Cetuc para experimentar os algoritmos criados para mitigação de interferência.

Modelo de negócios

De Lamare sugere que o data center poderia ser gerido por uma empresa independente, fazendo a análise dos dados de todas as operadoras de um mercado, o que melhoraria ainda mais os resultados.

O professor prevê que no futuro as ERBs serão mais "burras", deixando o processamento para uma central na nuvem. Isso baixaria o consumo de energia na ponta da rede. A mitigação da interferência a partir do modelo de cloud RAN também tende a reduzir o uso de bateria dos próprios dispositivos dos usuários finais, explica.

Professores pesquisadores do CETUC são agraciados pelo programa Cientista de Nosso Estado na área de Telecomuniucações  e  participam de cerimônia de entrega dos termos de outorga na FAPERJ

Jean Pierre von der Weid - Geração e transmissão óptica de sinais de micro-ondas e ondas milimétricas.

José Ricardo Bergmann – Modelagem de sensores eletromagnéticos para exploração de poços de petróleo.

Rodrigo Caiado de Lamare - Processamento de sinais e comunicações sem fio com exploração do conhecimento: novas técnicas e aplicações

Os alunos Jorge Virgilio de Almeida e Renato Feitoza, do Centro de Estudos em Telecomunicações, conquistaram o primeiro lugar na Student Design Competition, do International Microwave Symposium - IMS 2017, com trabalho sobre transmissão de energia sem fio usando lentes de mu-negativo baseadas em metamateriais. O trabalho teve a orientação do professor Gláucio Siqueira, do CETUC.

Promovido pela MTT-IEEE (a Sociedade de Micro-Ondas do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos - IEEE), o IMS foi realizado em Honolulu, Havaí (USA), e é o maior encontro anual mundial para especialistas na área. Durante uma semana, são realizadas apresentações de trabalhos, oficinas e tutoriais, assim como numerosos eventos sociais, com oportunidades de parcerias internacionais.

Um de seus principais eventos é o concurso estudantil, que contempla graduação e pós-graduação, já realizado há mais de dez anos. “Uma das modalidades da competição desse ano, a que nós vencemos na categoria alunos de pós-graduação, foi sistemas de transmissão de energia sem fio para dispositivos eletrônicos comerciais, como smartphones e laptops”, informa Jorge.

Nos últimos anos, tem aumentado o interesse pelo uso da transmissão de energia sem fio por acoplamento indutivo em muitas aplicações. Uma das maiores limitações dessa tecnologia é a distância de operação reduzida. Alguns trabalhos recentes sugerem usar materiais artificiais, conhecidos como metamateriais, para aprimorar a eficiência da transferência de potência não radiativa ao longo da distância. Devido às suas propriedades eletromagnéticas únicas, tais como permeabilidade magnética negativa, os metamateriais podem ser usados para amplificar o acoplamento magnético entre o transmissor e o receptor: o chamado acoplamento aumentado por metamaterial.

O estudo de transmissão de energia sem fio, na PUC-Rio, iniciou-se em agosto de 2014, após o retorno ao Brasil do aluno Jorge Virgilio de Almeida do Programa de Duplo Diploma na França, na École Centrale de Lyon, onde trabalhou no Laboratório Ampère, na área de metamateriais aplicados à transmissão de energia sem fio.

Na época, Jorge era estudante de graduação da Engenharia Elétrica e apresentou trabalho de conclusão de curso baseado nos estudos realizados no exterior; mais tarde, iniciou mestrado na Universidade com o intuito de dar prosseguimento à linha de pesquisa.

Segundo o aluno, o trabalho apresentado no IMS é resultado dos esforços empreendidos e do conhecimento acumulado ao longo desse período. O protótipo vencedor foi projetado em parceria com Renato Feitoza, ambos alunos de doutorado da PUC-Rio, sob a orientação do professor Gláucio Siqueira. O trabalho foi defendido por Renato, no Havaí, a uma comissão julgadora presidida pelo professor Simon Hemour.

Perspectivas

Atualmente, o grupo liderado pelo professor Gláucio Siqueira busca criar um instituto brasileiro dedicado ao estudo de metamateriais para estabelecer o Brasil e os seus engenheiros como referência mundial em metamateriais e servir de referência para projetos de cooperação multiusuário no âmbito nacional, assim como catalisador de empresas brasileiras de base tecnológica.

 


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